sábado, 28 de maio de 2011

Declaração

A declaração é um tipo de texto muito ligado às situações cotidianas, que se constitui num relato proferido por alguém a favor de outra pessoa, procurando evidenciar uma verdade em que se acredita.

Trata-se de uma comunicação escrita, cuja estética segue alguns padrões fixos que envolvem conhecimentos linguísticos adequados, tais como o tipo de linguagem, a estrutura textual, o espaçamento, a forma de iniciar e finalizar a mensagem, dentre outros fatores.

Visando aprimorar nossos conhecimentos acerca da composição textual em evidência, enfatizaremos as seguintes particularidades:

# Tal documento deverá fazer referência ao objetivo pretendido por meio do discurso, ou seja, a expressão “declaração” é grafada com letras maiúsculas, ocupando uma posição de destaque sobre as demais;

# Em seguida redige-se a mensagem pretendida, focalizando o assunto específico;

# Ao final, cita-se o local, a data, enfatizando dia, mês e ano, seguida da assinatura do emissor (declarante) e seu respectivo cargo (função), quando for o caso.
 

Vejamos o modelo: 

D E C L A R A Ç Ã O 

DECLARAMOS para os devidos fins que a aluna ---------------------------(nome da pessoa a que se refere às informações prestadas), encontra-se regularmente matriculada na seguinte instituição de ensino (nome da escola, faculdade). Situada à Rua (endereço completo da instituição). 
Por ser verdade, afirmo o presente documento 

----------------------------
(local e data)
--------------------------------
Assinatura do emissor 


Declaro para os devidos fins que o funcionário -------------------------(nome completo da pessoa a qual se refere) prestou serviço nessa empresa, ora denominada ------------------(nome do órgão responsável por emitir o documento) durante o período compreendido entre janeiro de 2005 a outubro de 2007.

Por ser verdade, firmo o presente documento. 

-----------------------------------------
(Local seguido de sua respectiva data)

-------------------------------------------
(Assinatura do emissor responsável acompanhada do documento de identificação (RG,CPF, e outros)



Procuração

A procuração é um documento legal que transfere a alguém (outorgado) poderes para agir no nome de outra pessoa (outorgante). 

Logo, quem concede o direito é o outorgante e quem recebe o outorgado.

Quanto à forma, há dois tipos procuração: a pública e a particular. A primeira é lavrada em cartório por um tabelião, em livro próprio, o qual será arquivado. Já a segunda, é lavrada pelo outorgante ou pessoa autorizada, datilografada ou de próprio punho.

O outorgado também é chamado Procurador (aquele que representa) e o outorgante de Constituinte (aquele que delega).

A procuração precisa ter identificação, profissão das partes, os poderes delegados, a finalidade e o prazo de validade. Abaixo, após o corpo do texto, devem vir expressos local data e assinatura do outorgante ou constituinte. 


Eu, Eloá Oliveira, brasileira, natural de Marilândia, casada, Residente e Domiciliada em Belo Horizonte, MG, Rua Joaquina Silvério, nº 444, RG 4254748, CPF 263.362.421.12, NOMEIO MEU PROCURADOR O Sr. João da Silva, brasileiro, natural de Marilândia, casado, Residente e Domiciliado em Belo Horizonte, MG, Rua Joaquina Silvério, nº 444, RG 2542636, CPF 263.895.325-13, PARA FINS DE efetivar matrícula, junto à Universidade Federal de Minas Gerais, PODENDO em meu nome, fazer a inscrição no curso de Pedagogia, para o qual fui selecionada no Processo Seletivo de 2008.
Belo Horizonte, 03 de março de 2009.


___________________
Eloá Oliveira
 

Recibo

O recibo é um documento muito importante, pois é a prova de que uma transação financeira foi realizada.

É uma declaração por escrito, na qual alguém (pessoa física ou jurídica) declara ter recebido de outrem o que está especificado.

Há blocos de recibos já prontos em papelarias, contudo, a empresa pode fazer um próprio, com timbre.

Este documento deve constar de duas vias para que fique uma cópia com cada uma das partes envolvidas.

É fornecido pela pessoa ou empresa que recebe o dinheiro e todo processo do acordo estará especificado no corpo do texto.

No alto, escreve-se RECIBO e à direita o valor da transação em algarismos.

Depois do texto, a pessoa que fornece o recibo deve assinar, afirmando ter auferido determinada quantia.

No caso do recibo ser emitido por pessoa jurídica, pode haver necessidade de especificar a retenção do Imposto de Renda sob o valor bruto. Pode ou não ter testemunhas.

Veja os exemplos:

     PESSOA FÍSICA:
RECIBO
R$100,00

Recebi da Sra. Armandino Aroldo a quantia supracitada de R$ 100, 00 (cem reais), referente à venda de uma calça jeans modelo Slim, fabricação brasileira, marca LG it.

Patos de Minas, 25 de janeiro de 2009.
 
________________
Leia Souza
 

  
PESSOA JURÍDICA: 
RECIBO
Mão de obra: R$ 2.000,00
Retenção de IR: R$ 320,00
Líquido a receber: R$ 1.680,00

Recebi da empresa Cimentos – Materiais para construção Ltda., inscrita no CNPJ sob o nº 63.533.312/0001-35, a quantia de R$ 1.680,00 (um mil, seiscentos e oitenta reais) referente aos serviços de acabamento de uma construção civil com 350 m2 (trezentos e cinquenta metros quadrados).
Arapuá, 25 de janeiro de 2009.
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David Souza
Testemunhas:
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HISTÓRIAS EM QUADRINHOS A ORALIDADE EM SUA CONSTRUÇÃO

As histórias em quadrinhos são enredos narrados quadro a quadro por meio de desenhos e textos que utilizam o discurso direto, característico da língua falada.

ANÁLISE DA HISTÓRIA EM QUADRINHOS
 Analisada narra um episódio da Turma da Mônica, personagens de Mauricio de Sousa que, segundo Eguti (2001), foram inspirados em sua filha mais velha e em sua turminha de amigos. Essa turminha é constituída pelos personagens Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali entre outros, e estão na idade pré-escolar por volta dos sete anos de idade.
A história escolhida é constituída de 72 quadrinhos e 11 capítulos e se intitula “Cebolinha em o novo plano” e narra o que Cebolinha planeja para enfrentar Mônica e sua força. A partir das teorias abordadas, serão descritas, em alguns quadrinhos dessa história, algumas características da língua falada, assim como os elementos das HQs que auxiliam na compreensão da narrativa. A análise concentra-se nas características do texto falado encontradas no texto escrito da HQ, sendo que os desenhos só foram considerados à medida que contribuíram com os aspectos da oralidade complementando o significado do texto escrito.

Observa-se nos dois primeiros quadrinhos do capítulo 2, a fala de Cebolinha: “É isso aí!!...” que é uma expressão tipicamente oral e que dentro da narrativa, indica uma afirmação de Cebolinha quanto ao medo que Mônica tem do tamanho de seu amiguinho. Ela não acredita no que está ouvindo e grita: NÃO DIGA! NÃO! NÃO!”. Sua fala é grafada em negrito e letras maiúsculas para indicar seu tom de voz elevado. Nessa fala, nota-se uma atividade de formulação, devido à repetição da palavra “não”. A repetição, segundo Fávero et al. (1999), é a reprodução de segmentos anteriores duas ou mais vezes, motivados por fatores de ordem interacional, cognitiva e textual. Nessa fala, Mônica utiliza a repetição como uma reação às ameaças de Cebolinha, portanto, trata-se de um fator de ordem interacional.
No segundo quadrinho, Cebolinha finalmente revela seu plano: “Eu estou fazendo natação!!” e Mônica desesperada grita: “NÃAAOO!!!”. Percebe-se, em seu grito, a repetição das letras a e o, que indica um som prolongado.
Como o capítulo 1 e os dois primeiros quadrinhos do 2 referem-se à imaginação de Cebolinha, evidenciada pelo contorno em forma de nuvem do quadro, ocorre, então, uma mudança do tópico discursivo. Segundo Fávero et AL (1999, p. 37), “tópico é o elemento estruturador da atividade conversacional”.
É interessante ressaltar que nessa historinha, o pensamento é verbalizado, o que difere de uma conversação real, pois não é possível um falante ter acesso aos pensamentos de seu interlocutor. Este fato indica uma característica do texto escrito.

Capítulo 2 - Quadrinhos 1 e 2         


No terceiro quadrinho do Capítulo 3, Cebolinha interage com o leitor, dizendo: “já vi que meu novo plano vai por água abaixo!”. Nesta fala, têm-se duas colocações tipicamente orais. A primeira é “já vi que...” e a segunda, “... por água abaixo!”, sendo esta última, considerada uma expressão bastante popular recorrente em uma interação informal. É interessante notar que há duas pequenas nuvens acima da cabeça de Cebolinha, que mostram como ele está nervoso. Nesse caso, o desenho é de extrema importância na compreensão situacional.
Ainda há, no mesmo quadro, o professor de natação, que chama a atenção dos alunos, batendo palmas (expressão corporal) e dizendo: “Muito bem classe!” (pausa evidenciada pelo estreitamento dos balões) “todo mundo na água!”. Sua primeira fala é um marcador conversacional de mudança de tópico, pois, neste momento, o tópico conversacional se volta para a aula de natação, além de funcionar como um marcador para chamar a atenção dos alunos. Marcador conversacional, conforme Urbano (1993, p. 86) afirma, “são elementos que amarram o texto não só como estrutura verbal cognitiva, mas também enquanto estrutura de interação interpessoal”.

Capítulo 3 - Quadrinho 3

O primeiro quadrinho do capítulo 8 apresenta Cebolinha todo machucado por causa dos golpes que Mônica lhe dera enquanto nadava. Nota-se que Cebolinha, apesar do silêncio, interage com a menina, evidenciando seu Turno. Turno Conversacional é definido como “a produção de um falante enquanto ele está com a palavra, incluindo a possibilidade de silêncio” (FÁVERO ET AL, 1999, p. 35), sendo assim, seu rosto riscado e sem dentes, com a boca torta, além das estrelas acima de sua cabeça indicam que o menino está machucado. Os sinais visuais são suficientes para a compreensão do turno do menino, apesar de seu silêncio. Mônica apenas olha para o amigo e pergunta: “Cebolinha?”, pois, até então, não havia percebido que o estava machucando.

No segundo quadrinho, rapidamente ela pergunta: “Ai meu Deus!! Você está bem?! O que aconteceu?!”. Nessa fala, existe o marcador conversacional “Ai meu Deus!!”, que demonstra a preocupação da menina. Cebolinha responde fazendo um gesto de afastamento para Mônica: “O que aconteceu?! o de semple. O menino repete a pergunta de Mônica indicando uma atividade de formulação. Com essa repetição, ele ironiza a situação contribuindo para a organização da seqüência narrativa. Percebe-se também, nesse quadrinho, a presença do par adjacente do tipo pergunta-resposta que se caracteriza por organizar localmente a conversação, e por tratar-se de um elemento básico de uma interação.

Capítulo 8 - Quadrinhos 1 e 2


Através da análise efetuada, torna-se evidente que as características da língua falada manifestam-se no texto escrito das histórias em quadrinhos aliando-se a recursos da escrita e também a recursos visuais. Observou-se, assim, que é impossível descrever a estruturação do texto das HQs, sem que tais elementos sejam considerados, pois, nesse gênero discursivo, as linguagens oral e visual possuem igual importância. Sendo assim, os recursos visuais não verbais da conversação, como os gestos, expressões faciais e corporais são representados através do desenho, transmitindo cada movimento do personagem.
Quanto às características da língua falada, encontraram-se notórios exemplos de marcadores conversacionais, atividades de formulação, como a repetição, pares adjacentes do tipo pergunta-resposta, e estratégias de manutenção do tópico discursivo. É importante ainda ressaltar que, devido à grande variedade de elementos encontrados na história integral, não foi possível discorrer sobre cada um deles, com a mesma profundidade, deixando esse aprofundamento maior para um estudo posterior.
Percebeu-se também que, em um certo momento da história, o personagem Cebolinha interage com o leitor, formulando uma interação inesperada, fazendo com que o próprio leitor se sinta parte da narrativa. Assim, o texto da HQ constitui uma linguagem simples e prazerosa tornando o leitor parte integrante desse mundo.








sexta-feira, 27 de maio de 2011

Gêneros do Orkut


Gêneros do Orkut
Os gêneros do Orkut, tais como os gêneros digitais em geral, Possuem características próprias possibilitadas ou incrementadas pelo ambiente eletrônico, como a hipertextualidade, a hibridização da linguagem e um acentuado caráter multimodal. Os gêneros produzidos nesse site são resultado em grande parte da criatividade e do uso variado dos internautas na rede. Em suma, o site, por causa das características que são propiciadas ou intensificadas pelo meio virtuais, como é o caso da multimodalidade, acaba tornando-se mais atrativo e interativo.

Orkut 
O Orkut é uma rede de relacionamentos on-line aonde as pessoas vão para se relacionar, achar alguém ou se deixar achar, o qual foi criado em 24 de janeiro de 2004, recebendo o nome do projetista chefe, Orkut Büyükkokten, engenheiro turco do Google. Nas palavras de Marcuschi, o Orkut: É um programa que monta redes sociais de contatos e produção de informações que se citam. A rigor, é uma versão (sob o ponto de vista conceitual) bem dinâmica de um imenso hipertexto cruzado feito por uma rede de pessoas que se conhecem e se contatam. Os links não são conceitos e sim indivíduos. É a fusão do blog com o e-mail e o chat num único aparato e ao mesmo tempo com a vantagem do Messenger que só permite entrar quem é inserido por alguma razão pessoal (é amigo, é admirado, é convidado...) (apud MODESTO, 2004 p. 3).

Análise dos gêneros do Orkut
Após levantamento dos gêneros situados no site de relacionamentos Orkut, foi possível observar que os mais utilizados e que apresentam mais diversidade no uso são o perfil, os depoimentos, os recados (scraps), os fóruns de comunidades e os comentários de fotos.
 Perfil
Todo usuário do Orkut possui uma página pessoal na qual é possível saber mais a seu respeito. Esse gênero – o perfil - é muito versátil, pois pode ser editado de maneiras diversas. Ele está dividido em três ordens: pessoal, social e profissional. Ao visitar a página de outra pessoa, o usuário tem contato primeiramente com esse gênero, o qual funciona como um cartão
de visitas ou como uma “vitrine virtual” dos usuários. O perfil acaba sendo resultado dos gêneros construídos nessa nova utilização da rede, visto que é fruto da criação do Orkut. Esse gênero possui forte caráter multimodal, pois apresenta um espaço para o usuário colocar sua foto ao lado do perfil e também colocar sua música preferida, entre outros recursos, aproximando, dessa forma, três diferentes semioses: visual, verbal e sonora.
Atualmente, ocorrem com freqüência perfis que fogem do formato
de descrição da pessoa a que pertencem, pois a criatividade é um aspecto marcante para a elaboração dos textos ali situados. De forma que são raros os casos em que o perfil é construído com as descrições feitas pelo próprio usuário. Geralmente os “orkuteiros” não gostam de se resumir a simples características, preferindo que sua “identidade virtual” seja construída na relação com os outros usuários.
Os perfis podem ser escritos por pessoas próximas ao usuário, como amigos, namorados e familiares. Nota-se assim uma hibridização do gênero, pois agora o perfil, passa a ter uma característica de outro gênero também localizado neste espaço, o depoimento. Este gênero pode conter também letras de músicas, trechos de poemas ou ainda frases que dão a impressão de que o indivíduo é construído por meio das relações que mantém virtualmente, como se ali construísse uma nova rede social de amigos, uma “segunda vida”. Existem sites que já disponibilizam um 20 l Revista Ao pé da Letra – Volume 11.2 – 2009 “perfil pronto”, o qual o usuário só precisa copiar e colar. Há ainda perfis
não pessoais e sim comerciais, que são páginas criadas para divulgação de lojas, marcas, serviços e produtos, como livros, roupas, bolsas, CDs, entre outros. Aqui, verifica-se a variação do propósito comunicativo, pois agora o Orkut torna-se uma ferramenta de marketing, como pode ser observado . Depoimentos
Logo abaixo do perfil, encontram-se os depoimentos recebidos pelo usuário. Esse gênero foi criado como um espaço onde se encontrariam comentários sobre o proprietário do perfil, no momento em que os internautas buscavam expressar algum sentimento de carinho, saudade, demonstração de amizade ou enumerar as qualidades da pessoa a quem direcionavam seu discurso. Mas hoje, com a utilização do gênero, observa se uma modificação nessa ideia inicial.

 Depoimentos
Os depoimentos, em formato padrão, fazem a utilização dos seguintes movimentos retóricos: a saudação, o conteúdo da mensagem (descrições) e uma despedida, entre os principais. No entanto, com o uso, esse gênero também se distancia do intuito principal para o qual foi desenhado, perdendo a característica de depor, de fazer um comentário sobre a outra pessoa. Hoje é comum encontrar nos depoimentos as “correntes”, que são uma espécie de mensagem, geralmente impessoais, enviada por outros usuários, que o leitor deve ler e repassar, bem como depoimentos construídos com a presença de links de comunidades, desenhos (ressignificação da escrita), trechos de músicas ou de outros textos, como uma demonstração de carinho e não mais como descrição.
Verifica-se, também, a presença muito freqüente de depoimentos no estilo “cartão de aniversário”, em que as pessoas tomam o texto como presente dado ao amigo aniversariante, ou textos tirados de conversas no MSN Messenger, em que há demonstrações de carinho pelo amigo. Ainda há casos em que o gênero é utilizado como meio para uma conversa mais reservada e pessoal, e não como descrição ou testemunhos, de modo que o gênero modifica-se com a utilização dos usuários. No primeiro exemplo encontra-se um convite de aniversário, que tem por característica ser mais reservado, com a indicação da data, lugar e espera de confirmação. Já o segundo exemplo é uma espécie de conversa particular, onde a pessoa resolve um mal entendido, e dá seus números de telefones ao outro usuário.
Essas variações ocorrem como formas de transmutação do gênero
depoimento, pois os usuários do site o utilizam dessa forma inusitada, sendo freqüente aos novos orkuteiros um erro, que por não conhecerem esse procedimento, acabam adicionando a conversa íntima no seu perfil, expondo-a de forma que todos tenham acesso. Após muitas “gafes virtuais” cometidas, os internautas passaram a pedir neste tipo de depoimento que as pessoas os apagassem após a leitura, como uma forma de precaução. Segundo Bezerra (2009), os internautas adaptam a utilização do Orkut de acordo com a necessidade que sentem em ter uma conversa mais reservada num software social onde todos de acordo com as configurações pessoais têm acesso às conversas de sua página de recados.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

O que é crônica?

A Crônica, é um tipo de produção literária voltada para a imprensa, ou seja, voltada para jornais e revistas, suas principais característica é o seu tempo de vida, que é bem curto, e costuma só durar até a próxima edição do folhetim, em contrapartida a textos como a bíblia que já dura milênios.    

            O objetivo da Crônica é geralmente lúdico, e sua função principal é entreter o leitor, este tipo de produção costuma usar o cotidiano como base principal, e o autor deve anexar elementos de sua escolha para dar vida ao texto.           

            Crônica quer dizer Ordem Cronológica, e portanto deve uma narrativa embasada em fatos que se sucedem. de forma linear, acompanhando a ordem com que a trama se desenvolve. 

É importante lembrar que o jornal não deve ter muitas crônicas, no nosso caso uma no máximo, e tão importante quanto isso é que sempre haja alguma.         

           O papel da crônica é entreter o leitor, portanto ela deve ser bem construída, não tente fazer uma crônica poética, se você não tem conhecimento sobre o genero lírico. Isso vale para todos os outros casos.

AS  CARACTERÍSTICAS
 DA  CRÔNICA
        As características abaixo foram citadas por vários autores que tentaram entender a crônica enquanto estilo literário:
Ø  Ligada à vida cotidiana;
Ø  Narrativa informal, familiar, intimista;
Ø  Uso da oralidade na escrita: linguagem coloquial;
Ø  Sensibilidade no contato com a realidade;
Ø  Síntese;
Ø  Uso do fato como meio ou pretexto para o artista exercer seu estilo e criatividade;
Ø  Dose de lirismo;
Ø  Natureza ensaística;
Ø  Leveza;
Ø  Diz coisas sérias por meio de uma aparente conversa fiada;
Ø  Uso do humor;
Ø  Brevidade;
Ø  É um fato moderno: está sujeita à rápida transformação e à fugacidade da vida moderna.
 
Valéria de Oliveira Alves

POEMA

Estrutura do poema
Ø  ESTROFE
Estrofe é um conjunto de versos. Uma linha em branco vem antes, e outra, depois da estrofe, separando-a das demais partes do poema e marcando a sua unidade. Há estrofes de diferentes tamanhos. Conforme o número de versos que a compõe, a estrofe recebe um nome diferente:
Número de versos
Nome da estrofe
Dois versos
Dístico
Três versos
Terceto
Quatro versos
Quarteto
Cinco versos
Quintilha
Seis versos
Sextilha
Sete versos
Septilha
Oito versos
Oitava
Nove versos
Novena
Dez versos
décima
Ø  RIMA
Rima é o nome que se dá à repetição de sons semelhantes, ora no final de versos diferentes, ora no interior do mesmo verso, ora em posições variadas, criando um parentesco fônico entre palavras presentes em dois ou mais versos.

Ø  RIMAS - RESUMO CLASSIFICAÇÃO QUANTO A TIPOS DE RIMA
posição no verso interna ou externa
semelhança de letras consoantes - rimam consoantes e vogais / toantes - rima apenas a vogal tônica.
distribuição ao longo o poema cruzadas - ABABAB / emparelhadas - AA BB CC / interpoladas - A .... A / misturadas
categoria gramatical pobres (mesma categoria gramatical)/ ricas (categoria gramatical diferente)
extensão dos sons que rimam pobres (identidade da vogal tônica em diante) / ricas (identidade desde antes da vogal tônica)

Ø  VERSO
Verso é uma unidade rítmica em cujos limites se acham as unidades de sentido de que se compõe o poema (ou simplesmente linha poética).

São geralmente classificados quanto ao número de sílabas que são constituídos:

Monossílabas
Dissílabos
Trissílabos
Tetrassílabos
Pentassílabos - (redondilha menor)
Hexassílabos
Heptassílabos - (redondilha maior)
Octassílabos
Eneassílabos
Decassílabos - (heróico / sáfico)
Hendecassílabos
Dodecassílabos - (alexandrino)

Ø  MÉTRICA
O número fixo de sílabas coordenado com a distribuição das sílabas fortes e fracas constitui um metro poético e o seu estudo recebe o nome de métrica. 

Ø  RITMO
O ritmo poético, que na essência não difere das outras modalidades de ritmo, se caracteriza pela repetição. O ritmo consiste na divisão perceptível do tempo e do espaço em intervalos iguais. Quando a poesia se constitui de unidades rítmicas iguais, diz-se que a versificação é regular; quando isto não ocorre, a versificação é irregular ou livre.

Em português o ritmo poético é assegurado pela utilização dos seguintes expedientes que se podem combinar de maneira variadíssima:

número fixo de sílabas;
distribuição das sílabas fortes (ou tônicas) e fracas (ou átonas);
cesura;
rima;
aliteração;
encadeamento;
paralelismo.

Ø  ESTRATO
Segundo Salvatore D'Onofrio (Poema e Narrativas: Estruturas), o poema é dividido em "estratos". Cada estrato enfoca um aspecto do poema. Os principais são:

Estrato gráfico;
Estrato fônico;
Estrato lexical;
Estrato sintático;
Estrato semântico;
http://www.geocities.com/SoHo/Den/3329/teoria.html